Efeito Davi: Os prefeitos de Calçoene, de Porto Grande e a prefeita de Serra do Navio devem apoiar a reeleição de Clécio Luís nas eleições de 2026.

Efeito Davi: Os prefeitos de Calçoene, de Porto Grande e a prefeita de Serra do Navio devem apoiar a reeleição de Clécio Luís nas eleições de 2026.

Por Redação 

 

O cenário político amapaense começou a semana após a eleição do senador Davi Alcolumbre (União - AP), no sábado, 1º de fevereiro, com outra configuração para o próximo pleito eleitoral, em 2026, quando serão disputados os cargos para presidente da República, senador, governador e deputados federais e estaduais.
O efeito mais devastador do retorno de Alcolumbre para o comando da Câmara Alta foi sentido pelo prefeito de Macapá, Antônio Furlan (MDB), que já não esconde de ninguém a pretensão de disputar o executivo contra o governador Clécio Luís, candidato natural à reeleição.
Com Alcolumbre presidente do Congresso Nacional, quem até agora ainda dava sustentação à gestão do emedebista na PMM já começa a sinalizar interesse em firmar aliança com o grupo liderado por Alcolumbre, considerado importante aliado do governador amapaense.
Michel JK, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), é um desses insatisfeitos com os rumos controversos da gestão de Antônio Furlan, também causadores de uma potencial debandada da família Favacho (leia-se deputados Acácio e Júnior), principais financiadores do emedebista.
Nesse diapasão, estão incluídos os prefeitos Toinho Garimpeiro (Calçoene), Paulinha Santos (Serra do Navio) e Elielson Moraes (Porto Grande) que, em encontro reservado com Davi Alcolumbre, sacramentaram apoio à campanha de reeleição de Clécio Luís, em 2026.
Mesmo filiado ao partido do prefeito de Macapá, Moraes pode integrar o arco de aliança para recondução de Clécio ao governo, que já começou a ser desenhado desde a eleição do senador amapaense, em Brasília.     
Ante esses fatos, o projeto de poder do prefeito ficou, sobremodo, avariado. Principalmente após o "faxinaço" promovido por ele no quadro de servidores temporários da prefeitura, exonerando centenas de pais e mães de família sem apresentar nenhuma justa causa, atingindo, inclusive, antigos apoiadores como proeminentes do clã Capiberibe, liderado pelo socialista João Alberto Capiberibe, presidente estadual do PSB, correligionário de Furlan desde 2020.
Todos os afilhados dos políticos da base de sustentação de Antônio Furlan foram atingidos, sem nenhuma distinção. A iniciativa de nivelar os exonerados com a régua da soberba atraiu para ele o rancor dos prejudicados.
Para um político com ambições desmedidas, isso pode significar o princípio do fim.
Tanto que após esse inexplicável equívoco, o nome de Antônio Furlan passou a representar fome, aluguel atrasado, inadimplência, desestrutura familiar, incertezas e angústias em quem havia participado de sua campanha para reeleição, mesmo a toque de caixa, por conta de seus cargos na Prefeitura de Macapá.