Promessa da casa própria se torna o maior engodo do governo Furlan com participação de Acácio Favacho

Por Redação
A Prefeitura de Macapá, leia-se prefeito Antônio Furlan (MDB), fez o maior estardalhaço de um evento chamado 1º Feirão Casa Macapá, realizado no sábado, 29, no subsolo do Amapá Garden Shopping. No projeto defendido pelo gestor, o suposto beneficiado recebe, apenas, uma subvenção, que o autoriza a utilizá-lo na entrada do imóvel pretendido. O incentivo financeiro varia entre R$ 35 mil ou R$ 55 mil como auxílio para a entrada na "casa própria".
Na verdade, diz o economista José Mauro Couto, 43, a pessoa não toma posse de uma "casa própria", isso só será possível após concluir o pagamento de todas as mensalidades, numa estimativa simples de três a cinco anos.
Uma rápida pesquisa no mercado de imóveis na capital amapaense, em regiões de médio poder aquisitivo, como na zona sul da cidade, um imóvel simples, alvenaria, sala, dois quartos, banheiro e cozinha, está custando entre R$ 150 mil e R$ 250 mil, ou mais, dependendo da localização. Financiado pela Caixa Econômica Federal, esses valores tendem a alcançar níveis estratosféricos, o que certamente provoca o superendividamento do usuário.
Outro aspecto que chamou muito atenção, embora o prefeito de Macapá empreendesse esforço descomunal para escondê-lo ou amenizá-lo, foi o número de participantes: mais de cinco mil pessoas estiveram no subsolo do shopping, mas somente 80 foram contempladas.
Para Mauro Couto, se comparar o número de beneficiados com o de participantes, qualquer pessoa, com conhecimento mínimo em matemática, logo perceberá o desequilíbrio entre os números. "Um verdadeiro contrassenso", lamenta ele.
De fato, o economista tem razão. Parece que somente essas 80 pessoas conseguiram atender as exigências draconianas do tal 1º Feirão Casa Macapá, como, por exemplo, para os usuários empregados apresentar contracheque (últimos 3 meses); ou, no caso dos informais, mostrar extratos de contas correntes detalhado ou faturas de cartão de crédito detalhadas dos últimos 3 meses. Além dessas imposições, a PMM de Antônio Furlan também exigiu comprovantes de renda de até R$ 2.850,00 (formal ou informal); e de renda entre R$ 2.850,01 a R$ 4.700,00 (formal ou informal). "Para os primeiros, a entrada é de R$ 55 mil; para os segundos, de R$ 35 mil.
Enquanto isso, em fevereiro passado, o governador Clécio Luís (SD) entregou de graça para 282 famílias os apartamentos do Residencial Nelson dos Anjos, em Macapá. Fruto do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do Governo Federal, o residencial conta com campo de futebol, biblioteca, quadra poliesportiva, academias ao ar livre, espaço de entretenimento e um Plantão Social.