Vergonha: em momento constrangedor, vereadora Luana Serrão é repreendida por desconhecer o Regimento Interno da CMV

Por Redação 

 

Mesmo após 24 horas da sessão tumultuada que instaurou uma comissão processante contra o prefeito Antônio Furlan (MDB) por agressão aos jornalistas Iran Fróes e Heverson Castro, o presidente da Câmara de Macapá, vereador Pedro DaLua (União), ainda ouve os berros estridentes e anasalados da vereadora Luana Serrão dificultando o andamento dos trabalhos legislativos presididos por ele.
A todo instante, Luana gritava com toda a força, exigindo o direito à fala, sendo este reservado somente aos líderes de partidos e de blocos, conforme estabelece o regimento interno. Mas, apesar de admoestada com firmeza por DaLua, Luana intensificava as interrupções agressivas, elevando o nível de beligerância contra a Mesa Diretora, acusando-a de misoginia.
Luana Serrão foi eleita pelo União em 2024 com o apoio da tia, deputada estadual Alinny Serrão, atual presidente da Assembleia Legislativa do Amapá, e do marido de Alinny, o ex-prefeito de Laranjal do Jari, Márcio Serrão. Porém, ainda no primeiro semestre do ano passado, cedeu ao assédio do principal inimigo político de seu partido, o prefeito Antônio Furlan, protagonista da agressão aos dois profissionais de Imprensa.
A decisão controversa não surpreendeu apenas os parentes dela, mas aborreceu o principal líder do partido no Estado, senador Davi Alcolumbre, presidente do Congresso Nacional. Sem consultar os tios, tampouco as demais lideranças do União, ela começou a aparecer em fotos ao lado do prefeito macapaense. Se sentindo traído pela sobrinha e pelo irmão Rogério Serrão, pai de Luana, Márcio publicou um vídeo em suas redes sociais desancando a vereadora.
 Na ocasião, a repentina mudança de curso, suscitou suspeitas de acordos nada republicanos entre Furlan e Luana. Até hoje, não foram divulgados detalhes sobre o motivo ou a extensão desse apoio que ela fez questão de externar na sessão que instalou a comissão processante contra seu atual tutor político. Entretanto, pelo nível da divergência com Pedro DaLua.

Luana está mais preocupada em defender seus espaços na gestão Furlan do que estudar o regimento interno da câmara.