Mais um calote do Prefeito Furlan, dessa vez são os representantes dos caixas escolares que fazem a denúncia

Por Redação
Ao começar o ano promovendo um verdadeiro "faxinaço" no quadro de servidores públicos municipais comissionados, exonerando centenas de pais e mães de família, o prefeito Antônio Furlan (MDB) assinou, com tinta de sangue, a declaração de insolvência da Prefeitura de Macapá, portadora de uma dívida que passa dos R$ 350 milhões, segundo a Secretaria do Tesouro Nacional.
Não bastasse a gestão perdulária que vem fazendo desde o começo do primeiro mandato, em janeiro de 2021 (foi reeleito em outubro de 2024), Furlan entra 2025 dizendo que esta sem dinheiro para, sequer, repassar aos Caixas Escolares (associações civis com personalidades jurídicas de direito privado vinculadas às escolas de Macapá, que recebem recursos públicos para realizar projetos e atividades educacionais, bem como a manutenção e conservação das escolas).
Com o ano letivo previsto para iniciar em 10 de fevereiro, e sem nenhum tostão nas contas para o financiamento das atividades, os presidentes de 96 caixas escolares de diversas instituições de ensino da cidade, decidiram por realizar um protesto em frente ao prédio da PMM, o Palácio Laurindo Banha, contra o descaso encabeçado por Antônio Furlan.
Ricardo Silva, que preside a caixa escolar da Creche Sérgio Costa Coutinho, localizada no Bairro do Zerão, revelou que nove parcelas contabilizadas até dezembro do ano passado já deveriam estar quitadas, mas somente três foram pagas. Segundo afirma em vídeo veiculado na rede social Instagram, os fornecedores estão chateados com o atraso, e devido ao calote, passaram a cobrar as dívidas com ameaças de judicialização, o que atingiria não somente a credibilidade dos caixas, mas, principalmente, a gestão do prefeito macapaense, o verdadeiro devedor.
De acordo com o professor Ruan Linconl, Antônio Furlan já teria recebido todo o recurso em parcela única, mas não fez o repasse porque "vem segurando o dinheiro" pertencente às escolas públicas do município sem que tenha apresentado uma justificativa aceitável para um procedimento tão desumano, principalmente em se tratando de crianças provenientes de famílias em elevado estado de vulnerabilidade social.
Mas ele não está preocupado com isso, comenta Naná Duarte na caixa do Instagram de Sérgio Costa. Na opinião dela, possivelmente o prefeito tenha usado o dinheiro das criancinhas carentes de Macapá para pagar os polpudos cachês dos artistas que se apresentaram na praça Jacy Barata Jucá, no réveillon promovido pela PMM. Ela também sugere que provavelmente o cachê do cantor Belo, confirmado para se apresentar em Macapá, já deva ter sido pago com o mesmo recurso.
São insinuações e suposições, que, pelas últimas ações tansversas cometidas pelo gestor podem ter um fundo de verdade.
Outro com a mesma opinião de Nana Duarte é o tecnólogo Décio Araújo, especialista em Marketing Digital e Conselheiro Estadual de Juventude do Amapá. Na visão dele, trata-se de um ato altamente desrespeitoso, com potencial para comprometer o futuro de milhares de crianças e estudantes vulneráveis, "sem falar dos empresários que forneceram e estão sem receber seus pagamentos, ameaçando o andamento de seus negócios e colocando em risco dezenas de postos de trabalho".