A cobra que morde o próprio rabo: Gian do NAE é desmontado por Pedro DaLua ao tentar cobrar transparência
Por Redação
Em uma cena que misturou política, ironia e um toque de drama, o vereador Giancarlo Darlan Pinon Nery, o popular Gian do NAE (PRD), sentiu o gosto amargo de uma cobrança devolvida com juros e correção monetária. O palco foi a Câmara de Vereadores de Macapá (CVM), onde o vereador, com ares de fiscal da lei, tentou encurralar o presidente da Casa, Pedro DaLua (União), com uma pergunta sobre transparência que, no final, se voltou contra ele mesmo.
A cena começou com Gian do NAE, veterano de cinco mandatos, questionando DaLua se ele tinha conhecimento do artigo 187 da Lei Orgânica do Município, que exige que a prefeitura envie balancetes mensais de despesas ao Tribunal de Contas. A intenção era clara: insinuar uma falta de transparência da atual gestão da qual o próprio DaLua faz parte. A estratégia, no entanto, foi mais um tiro no pé do que uma jogada de mestre.
Ao lado de Gian, o vereador Marcelo Dias (PRD), outro experiente do legislativo, observava a cena enquanto desfrutava de um pedaço de bolo com tubaína, um gesto quase ritualístico que parecia sugerir a calma de quem assiste a um desenrolar de evento já esperado.
A resposta que calou o plenário
O que Gian não esperava era a resposta de Pedro DaLua. O presidente, que imediatamente compreendeu a manobra do colega, não hesitou em partir para o ataque. Sua fala foi direta, certeira e, mais importante, carregada de um tom que ecoou por todo o plenário:
"Me causa muita estranheza, vereador Gian do NAE, que ao longo de tanto tempo nesta Casa o senhor nunca tenha cobrado de nenhuma outra gestão anterior à minha a apresentação da prestação de contas todo dia 20."
A frase foi uma bomba. O que era para ser um momento de ataque de Gian do NAE se transformou em uma exposição pública de sua própria contradição. O vereador, conhecido por seus longos anos de legislatura, foi lembrado por DaLua de sua inércia em cobrar exatamente a mesma coisa nas gestões passadas, nas quais, vale ressaltar, ele era uma figura de apoio.
O silêncio que se seguiu à fala de DaLua foi o ápice do momento. Gian do NAE, visivelmente abalado, viu sua tentativa de criar um palco para a defesa de uma pauta fake se desmoronar diante de sua própria história. A cobra, que ele soltou para morder o presidente, acabou mordendo o próprio rabo. O bolo de Marcelo Dias, por sua vez, ganhou um sabor ainda mais particular de ironia.



