Os traidores: fica evidente a aliança de Waldez Góes com Furlan após o Vereador Alessandro do PDT votar pelo arquivamento do processo de cassação do Prefeito da Capital

Os traidores: fica evidente a aliança de Waldez Góes com Furlan após o Vereador Alessandro do PDT votar pelo arquivamento do processo de cassação do Prefeito da Capital

Por Redação 

 

Uma inesperada reviravolta política agitou a Câmara Municipal de Macapá no último fim de semana, com o vereador Alessandro Gomes Monteiro (PDT), conhecido como Alessandro do PDT, retirando seu apoio à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga possíveis fraudes na Prefeitura de Macapá. A decisão, comunicada publicamente em suas redes sociais, embaraçou a oposição e expôs uma nova aliança entre o prefeito Antônio Furlan (MDB) e o ministro Waldez Góes (PDT).

A CPI, instalada no início de setembro, tem como principal objetivo investigar irregularidades em processos licitatórios conduzidos pela Secretaria Municipal de Saúde. O foco principal é a obra do Hospital Geral Municipal de Macapá, orçada em R$ 69,3 milhões, além de contratos de pessoal, manutenção de veículos e até mesmo o chamado "hospital itinerante".

Conforme informações divulgadas pelo portal REGIÃO NORTE NOTÍCIA, o prefeito Antônio Furlan, que já foi alvo de busca e apreensão na Operação Paroxismo da Polícia Federal, teria orquestrado nos bastidores uma aliança com o PDT de Waldez Góes. O objetivo, segundo foi apurado pela reportagem, era garantir o arquivamento da comissão processante que investiga seu mandato por acusações como abuso de autoridade, agressão a jornalistas e uso indevido de fundos públicos.

A aliança não é uma novidade. Em 2016, quando ainda era deputado estadual, Antônio Furlan foi nomeado por Waldez Góes, então governador, líder do governo na Assembleia Legislativa. Naquele período, Furlan atuou como o principal interlocutor nas pautas e votações do governo, o que demonstra a proximidade política entre os dois.

A manobra do vereador Alessandro do PDT, que era um dos destaques da bancada de oposição, foi vista como uma traição. O ato de abandonar a CPI em andamento, em um movimento que beneficia diretamente o prefeito, levanta questionamentos sobre os bastidores da política amapaense. A situação, no entanto, pode gerar consequências inesperadas para o ministro Waldez Góes.

Como observou o saudoso Leonel Brizola, "a política ama a traição e odeia o traidor". Waldez, que tem uma relação próxima com o governador Clécio Luís (Solidariedade), e que ocupa o cargo de ministro no governo Lula graças à sua interveniência junto ao senador Davi Alcolumbre (União), pode se arrepender de ter agido para imobilizar um aliado de sua própria bancada. O episódio não apenas enfraquece a oposição na Câmara de Vereadores, mas também expõe rachaduras internas no grupo político que se pretendia coeso até Waldez Góes começar a agir como um Edward Snowden — o analista de sistemas norte-americano, ex-administrador de sistemas da CIA e ex-contratado da Agência de Segurança Nacional (NSA), que tornou públicos detalhes de vários programas que constituem o sistema de vigilância global de seu próprio país.