Prefeito Furlan despreza a opinião do povo sobre corrupção ao andar de braços dados com Cássio Cruz, secretário de obras da PMM denunciado por receber propina

Por Redação
O titular da Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura Urbana (SEMOB), Cássio Cleidsen Rabelo Cruz, virou uma peça imexível no tabuleiro político controlado pelo prefeito de Macapá, Antônio Furlan (MDB). Embora tenha passado um bom tempo caminhando nas sombras, movendo-se sem estardalhaço pelos sombrios porões do Palácio Laurindo Banha, seda da PMM, de repente, no dia 1º de janeiro, ele reaparece, lépido e fagueiro, ao lado do prefeito macapaense, inclusive, com liberdade para anunciar hipotéticas novas obras para 2025.
Cássio Cruz está lincado embrionariamente ao chefe dele, o Prefeitão, a quem já declarou de público amar com estranha devoção, estampando isso numa camiseta que passou a exemplificar o servilismo e a bajulação de servidor público. Sendo ele um devoto, logo, sabe de muitos segredos sobremodo comprometedores que podem sacudir os frágeis pilares de sustentação do governo municipal.
Renomados observadores políticos consultados pela reportagem do portal foram unânimes em afirmar que a intocabilidade do secretário, apesar de todas as denúncias formuladas contra ele pelo empresário Claudiano Monteiro de Oliveira, proprietário da C.M. de Oliveira CIA Ltda, se deve ao fato do envolvimento dele em negócios escusos supostamente realizados com aval do próprio Furlan.
Eles comparam a atuação de Cássio Cruz no primeiro escalão do prefeito Furlan à do empresário Paulo César Siqueira Cavalcante Farias, conhecido como PC Farias, a iminência parda do então presidente da República Fernando Collor de Melo. Segundo denúncias formuladas pela Imprensa da época (início dos anos 1990) várias decisões do governo Collor foram influenciadas por PC Farias, que seria o líder de uma espécie de poder paralelo, cuja influência se estenderia desde o Palácio do Planalto ao Banco Central, passando por quase todos os ministérios.
Cerca de oito meses atrás, Claudiano Monteiro de Oliveira contou ao delegado Francisco Assis Pereira da Silva, durante depoimento no Centro Integrado de Operações em Segurança Pública do Pacoval (CIOSP/Pacoval), que havia pago propina a Cássio Cruz para garantir o contrato de uma obra de urbanização, paisagismo e aterro hidráulico da rua Beira-Rio, na orla de Macapá. E depois, reconfirmou a mesma denúncia também em audiência por videoconferência ao juiz Diego Araújo, titular da 1ª Vara Criminal de Macapá.
Apesar da gravidade das acusações, Antônio Furlan vem bancando a permanência de Cruz em seu staff pessoal, indiferente às críticas virulentas que vem recebendo por parecer estar compactuando com as supostas irregularidades cometidas por seu auxiliar direto no exercício do cargo.