Desespero: Após perder dezenas de nomeações e contratos na PMM, Alexandre Azevedo berra para defender a corrupção de Furlan

Extremamente puxa saco de Furlan, Alexandre Azevedo era considerado o Vereador que mais tinha cargos na PMM

Desespero: Após perder dezenas de nomeações e contratos na PMM, Alexandre Azevedo berra para defender a corrupção de Furlan

Por Redação 

 

O vereador Alexandre Azevedo (Podemos), aliado de algibeira do ex-prefeito Antônio Furlan (PSD), utilizou a tribuna da Câmara Municipal de Macapá para desferir ataques e acusações gravíssimas contra o presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre, e o prefeito interino Pedro DaLua (ambos do União Brasil). O parlamentar, que é empresário do ramo da construção, o parlamentar articulou uma teoria conspiratória envolvendo o presidente do Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP), desembargador Jayme Henrique Ferreira, sugerindo uma trama orquestrada para derrubar a gestão de Furlan. O movimento de Azevedo ocorre em um momento de fragilidade do seu grupo político, logo após a renúncia de Antônio Furlan, que deixou o cargo para evitar uma cassação iminente e a consequente inelegibilidade após ser afastado por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino.

A virulência do discurso de Azevedo no plenário da Casa de Leis reflete o clima de tensão que tomou conta dos escaninhos da administração municipal de Macapá. Considerado um dos vereadores com maior número de cargos comissionados na estrutura da prefeitura, Azevedo viu seu espaço de influência ser ameaçado pela ascensão de Pedro DaLua ao comando do Executivo. Ao sugerir que Alcolumbre e o chefe do Judiciário estadual participariam de uma "trama criminosa", o vereador bolsonarista tenta blindar a imagem de Furlan, que permanece no centro de um inquérito da Polícia Federal que investiga um mega esquema de corrupção na construção do Hospital Municipal de Macapá, obra orçada em aproximadamente R$ 70 milhões.

A estratégia de disseminar acusações sem provas contra autoridades de outros Poderes é vista por analistas políticos locais como uma tentativa de desviar o foco das investigações que agora alcançam o próprio Azevedo. Fontes com trânsito privilegiado no legislativo municipal apontam que o vereador-empresário é suspeito de se beneficiar de licitações viciadas na Secretaria Municipal de Obras (Semob). O esquema envolveria contratos de pequeno e médio portes que, somados, drenariam recursos vultosos do erário para empresas ligadas ao staff do prefeito afastado. Assim como Furlan, Azevedo enfrenta o desgaste de ter sua vida empresarial confundida com a atuação parlamentar, o que levanta questionamentos sobre conflitos de interesse e uso da máquina pública para fins privados.

A renúncia de Antônio Furlan, dias após o afastamento judicial, foi o estopim para que seus "fiéis-escudeiros" iniciassem uma contraofensiva retórica. Para Azevedo e outros apaniguados, a saída de Furlan não foi um ato de reconhecimento de culpa ou uma manobra jurídica para salvar os direitos políticos, mas sim o resultado de uma perseguição institucional. No entanto, o discurso proferido na tribuna ignora os elementos técnicos colhidos pela Polícia Federal e as evidências de superfaturamento que levaram o ministro Flávio Dino a intervir na administração da capital amapaense. A narrativa de "teoria da conspiração" formulada pelo vereador busca criar uma cortina de fumaça sobre a real situação jurídica do grupo político que comandou a cidade nos últimos anos.

Dentro da Câmara, o isolamento de Alexandre Azevedo tem crescido à medida que novos detalhes sobre o esquema do Hospital Municipal vêm à tona. O envolvimento do desembargador Jayme Henrique Ferreira na fala do vereador foi recebido com perplexidade por magistrados, que veem na acusação uma tentativa desesperada de intimidar o Judiciário local. Enquanto Alcolumbre e DaLua evitam responder diretamente às provocações, o Ministério Público acompanha de perto o teor das declarações, avaliando se o parlamentar extrapolou os limites da imunidade material ao formular denúncias caluniosas contra chefes de Poderes sem apresentar qualquer lastro probatório.

A transição para a gestão de Pedro DaLua tem revelado um passivo administrativo complexo, onde a influência de Azevedo era sentida em diversas secretarias por meio de indicações políticas. O desmonte desse "staff de confiança" de Furlan parece ser o principal motor da agressividade demonstrada na tribuna. Para os opositores, o vereador luta não apenas pela sobrevivência política de seu líder, mas pela manutenção de um ecossistema de poder que agora está sob intensa vigilância federal. O cenário em Macapá permanece tenso, com a expectativa de que novas fases das operações policiais possam detalhar a participação de empresários da construção civil — categoria na qual Azevedo transita com desenvoltura — nos contratos sob suspeita.

Conforme o Cientista Político Tiago Henrique Amorim, o confronto ocorrido na Câmara de Macapá reflete uma disputa mais ampla pelo domínio da narrativa pública em um estado onde as coalizões políticas são frequentemente redesenhadas pelo impacto de decisões judiciais. A tentativa de qualificar a atuação do STF e as apurações da PF como um conluio político-judiciário ressoa em determinados segmentos, mas choca-se com a contundência dos números e dos fatos consignados nos relatórios policiais. "O destino de Alexandre Azevedo, assim como o de Antônio Furlan, passa agora menos pela retórica inflamável no plenário e mais pela necessidade de esclarecer, diante da Justiça, as relações obscuras entre o setor privado e o balcão de negócios instalado na Prefeitura de Macapá", assinala ele.