DAVI ALCOLUMBRE: A maior liderança política do Amapá nos últimos anos.

Por Josué Dantas
A luta pelo petróleo no Amapá revela uma preocupante realidade: a falta de participação e apoio popular.
No passado, a campanha de Monteiro Lobato, conhecida como “O Petróleo é Nosso”, que resultou na criação da Petrobras, no ano de 1951, demonstra que a sociedade civil precisa se organizar para reivindicar seus DIREITOS e outras vontades.
A batalha de Davi Alcolumbre, Randolfe Rodrigues e Clécio Luís, com respaldo da atual presidente da Petrobras, para liberar das amarras do Ibama, a pesquisa em busca de petróleo na Costa do Amapá, tem sido um passo importante, mas insuficiente. Mesmo com apoio decidido de toda bancada da federal do estado no Congresso Nacional.
Tanto que, de forma institucional, prática e não política, o próprio MPF (Ministério público Federal) entrou na briga dando o primeiro tranco no Ibama e Ministério do Meio Ambiente, com a determinação de prazo para os envolvidos desatarem esse nó cego, que prejudica a população amapaenses nas justas aspirações de uma vida melhor para todos.
Ainda assim, apesar de estar havendo reconhecida pressão nos bastidores da questão, é imperiosa a pressão popular legítima na defesa dos interesses do Amapá.
Se podem explorar petróleo na bacia de Santos, de Campos, no recôncavo baiano e até no Amazonas, no meio da floresta, com a prospecção de gás natural, porque na costa oceânica equatorial do Amapá a 600 quilômetros de terra firme, não pode?
Será que somos gente de segunda classe na visão dos aloprados de sempre, ou meia dúzia de burocratas num órgão de estado radical, que contrariando o próprio governo, estaria mandando mais que o presidente da República?
O tempo está correndo em prejuízo do presente e futuro do Amapá.
Chega de tolerância. De abaixar a cabeça. Afinal de contas, o Amapá se fez através da coragem de seus destemidos heróis.
É necessário, portanto, que urgentemente, todos os prefeitos eleitos ou reeleitos, além da bancada estadual e federal, mais vereadores e representantes de classe e o próprio povo, se juntem para exigir uma solução imediata para essa questão o quanto antes.
A transição energética é necessária, contudo levará pelo menos mais 30 anos para se efetivar. Nesse caso, o petróleo do Amapá, explorado agora, com respeito às leis ambientais, é nossa melhor aposta até para trabalhar na pesquisa e efetivação de novas fontes de energia limpa, como no caso do hidrogênio verde, que tem enorme potencial num estado com água e sol abundantes.
É inaceitável o Amapá ser tão rico em recursos naturais, mas com a população vivendo em dificuldades na penúltima unidade mais pobre da federação.
Nesse contexto paradoxal,
a exploração petrolífera sustentável deve ser a grande oportunidade para melhorar a vida dos habitantes, que poderão por direito viver num dos estados mais ricos do país.
É preciso garantir urgentemente que os benefícios gerados pelas riquezas do Amapá sejam compartilhados para o bem das atuais e futuras gerações.
Então fica o recado: a sociedade civil deve se mobilizar para apoiar suas lideranças e pressionar as demais instâncias de poder, principalmente agora, apoiando um de seus representantes virtualmente eleito para o terceiro cargo mais importante da política nacional.
Não podemos permitir que interesses pessoais, cartoriais e políticos radicais prevaleçam sobre o bem-estar da população.
Já dizia, Geraldo Vandré:
"Quem sabe faz a hora, não espera acontecer"
É hora de agir!
O PRÉ-SAL EQUATORIAL É DO AMAPÁ.
E tem de ser aproveitado quanto antes.
Marinas passam, nossa história de bravura, não.