Descaso com a saúde municipal: Vereador Claudiomar Rosa volta a cobrar o sumiço da UBS Fluvial na gestão Furlan

Descaso com a saúde municipal: Vereador Claudiomar Rosa volta a cobrar o sumiço da UBS Fluvial na gestão  Furlan
UBS Fluvial que está totalmente abandonada pela gestão do Prefeito Furlan

Por Redação 

 

Dos seis anos de seu lançamento (17 de maio de 2019) até os dias atuais, a Unidade Básica de Saúde Fluvial (UBSF) funcionou intensamente, atendendo a população ribeirinha de Macapá, em especial as 52 comunidades do Arquipélago do Bailique, até janeiro de 2021. De lá para cá, a UBS Fluvial voltou a navegar apenas três vezes.

Atualmente, o investimento que custou aos cofres públicos R$ 1.955,029,00 (entre emendas dos senadores Davi Alcolumbre e Randolfe Rodrigues, e do à época deputado federal André Abdon), e contrapartida da Prefeitura de Macapá) está virando sucata em local desconhecido para a maioria da população macapaense, menos, é claro, para o prefeito Antônio Furlan (MDB), o principal responsável pelo abandono do projeto.

Adquirida por meio de programa do Ministério da Saúde, a embarcação foi oficialmente lançada ao meio-dia de 17 de maio de 2019, da rampa do Santa Inês. Todos os equipamentos instalados nela tinham sido recém-adquiridos, e foram utilizados em procedimentos como consultas médicas e atendimentos odontológicos. Tinha consultórios, farmácia, laboratório e banheiros.

Tudo isso está virando sucata no esconderijo onde foi ancorada não se sabe porque cargas d’água. Antônio Furlan, que é médico, evita, a todo custo, falar sobre o paradeiro da Unidade Básica de Saúde Fluvial. Desconversa, dá uma risadinha contrafeita e vira as costas quando inquirido sobre o assunto. Inclusive, chegou a recomendar que seus auxiliares diretos, e demais apaniguados, comentem sobre a UBSF.

O vereador macapaense Claudiomar Rosa (PT), trabalha na questão desde seu primeiro mandato, que encerrou em dezembro passado. Neste segundo mandato pretende continuar cobrando da PMM o retorno da UBSF. Na visão dele, foi a decisão mais equivocada e, possivelmente, a mais criminosa (por se tratar de saúde pública) ter retirado a unidade do atendimento às famílias socialmente vulneráveis que residem nas regiões ribeirinhas da capital do Estado. “Vou continuar fazendo a oposição responsável como sempre fiz, inclusive sobre a situação da UBSF”, garantiu ele.