Candidata ao Senado: Raíssa Furlan se acovarda, preferindo o silêncio a repudiar a violência doméstica de Pedro Filé contra sua esposa

Candidata ao Senado: Raíssa Furlan se acovarda, preferindo o silêncio a repudiar a violência doméstica de Pedro Filé contra sua esposa

Por Redação 

 

O caso de denúncia de violência doméstica e abusos praticados pelo então secretário municipal de Assistência Social de Macapá, Pedro Filé Lourenço da Costa Neto, de 41 anos, contra sua ex-companheira, a dona de casa Tayani Lobato Brito, de 28 anos, ganha uma nova e controversa camada: o silêncio da médica e primeira-dama de Macapá, Rayssa Furlan.

Tayani Lobato Brito formalizou as acusações na Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM), registrando os boletins de ocorrência policial números 66421/2025 e 66956/2025. A vítima acusa o ex-secretário, que foi exonerado do cargo após a repercussão do caso, de uma série de agressões após o término do relacionamento, incluindo violência psicológica, moral, patrimonial e digital.

Entre as denúncias, Tayani relata que Pedro Filé teria praticado abusos psicológicos e invasões de privacidade, incluindo o roubo de seu celular, alteração de senhas de redes sociais e o uso de xingamentos. A gravidade das acusações levou ao imediato afastamento do auxiliar do prefeito Antônio Furlasn (MDB).

No entanto, o que chama a atenção é a ausência de um posicionamento público da primeira-dama Rayssa Furlan. Rayssa, que já foi titular da Secretaria de Mobilização e Participação Popular (Semopp) e se apresenta como ativista da luta pelo direito das mulheres, optou por não emitir uma única declaração em defesa de Tayani, a vítima de um auxiliar direto da gestão de seu marido.

O silêncio de Rayssa Furlan levanta questionamentos sobre a coerência de seu discurso em defesa dos direitos femininos, especialmente em um caso de alta relevância que envolve um membro da cúpula municipal. Em um cenário onde a prefeitura de Macapá, sob a gestão de Antônio Furlan, chegou a instituir a Secretaria da Mulher, a omissão da primeira-dama é vista por críticos como um endosso tácito ou, no mínimo, uma escolha política de se furtar a um tema delicado que atinge diretamente a imagem da administração municipal.

Para analistas políticos, a decisão da primeira-dama de Macapá em manter-se calada frente às denúncias contra o ex-secretário pode ser uma forma de evitar que a imagem da gestão do prefeito seja confrontada com alegações de que a administração estaria "abrigando" supostos agressores.

A sociedade de Macapá e os movimentos de defesa dos direitos da mulher agora observam a postura da primeira-dama, que tem forte projeção política, para verificar se o seu ativismo se estende para além do discurso e se manifesta em apoio real e público às vítimas de violência que tiveram o agressor ligado ao seu círculo político e familiar.