Secretário de Furlan acusado de receber propina, Cássio Cruz, fecha contrato de 5 milhões com a empresa Santa Rita Engenharia dos empresários Fabrizio de Almeida e Rodrigo de Queiroz

Por Redação
A enxurrada de escândalos que vêm ocorrendo com frequência nas gestões do prefeito Antônio Furlan (MDB) começam a repercutir em outras mídias fora de Macapá, impactando os leitores e internautas com informações sobre negócios nebulosos realizados nos escaninhos da prefeitura, em especial a partir do principal gabinete do Palácio Laurindo Banha, sede da PMM.
Furlan já foi alvo de operações da Polícia Federal, com diligências realizadas em seu local de trabalho e, mais grave, nas dependências de sua casa, na frente de seus filhos e filhas. O agentes vasculharam o quarto do casal Antônio e Rayssa, reviraram gavetas de guarda-roupas e escrivaninhas, analisaram atentamente documentos comprometedores e os confiscaram como "provas" de supostos crimes cometidos no exercício do cargo.
A suspeita de maior relevância começou a ser desenhada em outubro de 2024, por meio de denúncias formuladas pelo empresário Claudiano Monteiro de Oliveira, em boletim de ocorrência registrado no CIOSP do Pacoval. No depoimento, ele acusou de corrupção e malversação o titular da Secretaria Municipal de Obras (SEMOB), Cassio Cleiden Rabelo Cruz.
Na quinta-feira, 13 de março, o portal O Antagônico, republicou trechos de reportagens que o portal REGIÃO NORTE NOTÍCIAS vem divulgando desde o início do escândalo envolvendo Cássio Cruz e o chefe dele, Antônio Furlan.
Segundo O Antagônico, Cruz teria autorizado a contratação da empresa Santa Rita Engenharia por um valor de R$ 5.122.722,22 para a construção de uma praça na área urbana de Macapá. A empresa, que tem sede em Belém e Macapá, possui um capital social de R$ 16 milhões e seus principais sócios são Fabrizio de Almeida Gonçalves e Rodrigo de Queiroz Moreira.
No ano passado, prossegue a matéria intitulada "Macapá. A Praça. O contrato de R$ 5 milhões. O Cassio Cruz. A Propina de R$ 10 Milhões", Claudiano Monteiro de Oliveira, empresário do setor da construção civil, acusou o secretário Cássio Cruz de ter recebido propina em um contrato inicial de R$ 10 milhões, que posteriormente foi aumentado para R$ 15 milhões para a construção da praça Jacy Barata. Cruz processou o empreiteiro por calúnia após ele ter publicado as acusações em uma rede social. O empreiteiro confirmou a acusação em seu depoimento à Justiça, realizado por videoconferência em 2 de agosto.
O site esqueceu de acrescentar que desde as denúncias formuladas por Monteiro de Oliveira, a PF no Amapá vem intensificando as investigações, não somente sobre este caso, mas em vários outros relacionados com hipotéticos esquemas de corrução montados dentro da SEMOB, além de recursos públicos federais repassados para que a PMM realizasse obras de revitalização, terraplenagem, asfaltamento e construção de calçadas em Macapá. Parte das obras foram realizadas, mas a empresa contratada em licitação duvidosa diz que só recebeu a primeira parte do contrato de quase R$ 300 milhões.