Desumano: Prefeito Furlan prefere gastar milhões com shows nacionais, enquanto crianças do Bailique estudam em situação precária no escuro

Desumano: Prefeito Furlan prefere gastar milhões com shows nacionais, enquanto crianças do Bailique estudam em situação precária no escuro

Por Santana 

 

 

É muito triste a situação da Escola Municipal de Ensino Fundamental Jaranduba, no Arquipélago do Bailique, distante 145 quilômetros de Macapá. É preciso lembrar que a região é responsabilidade do prefeito Antônio Furlan (MDB) que, de maneira irresponsável, abandonou os mais de oito mil habitantes residentes nas 52 comunidades. Dentre elas, centenas de crianças matriculadas na EMEF da Secretaria Municipal de Educação (SEMED).

"A falta de investimento na educação dessas crianças é um reflexo da negligência do poder público com a população mais vulnerável. É inaceitável que tantas crianças sejam privadas do direito básico à educação de qualidade por conta da irresponsabilidade das autoridades locais. É urgente que medidas sejam tomadas para garantir que essas crianças tenham acesso a uma educação digna e que a escola de Jaranduba receba os recursos necessários para funcionar adequadamente. A situação da EMEF Jaranduba é apenas um exemplo do descaso com a educação pública em muitas regiões do país, e é preciso cobrar das autoridades responsáveis uma postura mais comprometida com o futuro dessas crianças", comenta uma professora extremamente chateada com a situação degradante da escola pública. Por temer represálias, pediu para ficar no anonimato

Dá um aperto no coração ver as crianças envoltas na escuridão, sentadinhas ao redor de mesas e cadeiras carcomidas porque, conforme denunciam os docentes, há muito tempo a escola não recebe a devida atenção da Prefeitura de Macapá.

Um deles, abalado com tanto descaso, fez micro-vídeos de uma turma de meninos e meninas tentando estudar em meio às sombras. "Não temos energia elétrica e nem solar, o gerador da escola está há anos no conserto, até hoje nada", denuncia ele em tom de desespero. Quanta insensibilidade, senhor prefeito Antônio Furlan!

Não se trata somente de tristeza, mas de sentir revolta contra um gestor que menospreza as crianças de uma terra já tão castigada pelas tragédias naturais, como a salinização da água doce dos rios e o fenômeno das terras caídas. Sensação de raiva, mesmo, de um prefeito preocupado somente um utilizar o dinheiro público para maquiar a cidade e promover festanças, pagando fortunas para artistas renomados enquanto os pequenos habitantes do Bailique tentam aprender alguma coisa em meio ao breu nas salas de aula. "Na escola temos centrais de ar, ventiladores, impressora, data-show e outros equipamentos que compramos com a contribuição dos pais nas programações. No entanto, não podemos usufruir de nada disso", revela o professor. 

"É uma indignação profunda diante da falta de prioridade e compromisso com a educação e o bem-estar das crianças, sendo o futuro daquela comunidade. É um sentimento de revolta contra a injustiça e a negligência, que só aumenta a dor de um povo já tão sofrido. É preciso mais do que festas e maquiagens para transformar uma realidade tão desoladora, é preciso investir de verdade nas pessoas, especialmente nas crianças, que merecem um futuro digno e promissor. É hora de cobrar responsabilidade e exigir mudanças reais, em prol do desenvolvimento humano e social daquela região tão castigada", desabafa o docente.

E as crianças, alheias à maldade do prefeito de Macapá, parecem conformadas com o cenário deprimente dentro e fora do prédio da EMEF Jaranduba. Em tão tenra idade e já submissas ao desleixo, à pusilanimidade, ao gangsterismo político de Antônio Furlan, que em público apresenta uma expressão de beatitude, com gestos de louva-deus, sorriso fácil na cara rosada, mas por dentro, um verdadeiro sepulcro caiado.

"Exige-se qualidade de ensino, então me proporcione boas condições de trabalho que eu te mostrarei o que sou capaz de fazer", finaliza o docente.