Prefeito Furlan se cala perante a onda de alagamentos em Macapá.
Por Redação
O volume de chuvas que tem caído sobre Macapá nos últimos dias, provocando alagamentos em várias regiões da cidade, tem descortinado para a população a gestão meia sola do prefeito Antônio Furlan (MDB), mais preocupado em reformar e construir praças em áreas nobres da capital amapaense do que cuidar, de fato e de direito, da população social e economicamente vulnerável residente nas pontes e alagados.
Os alagamentos, obstruindo ruas e avenidas, mantendo as pessoas isoladas em suas casas, causando prejuízos volumosos para pequenos e médios empreendedores, em especial, proprietários de mercadinhos, estão surgindo até com pequenas densidades pluviais.
Macapaenses residentes nas periferias clamam por uma rápida intervenção da Prefeitura em áreas críticas, onde, além de alagamentos, ocorrem desmoronamentos e destruição de imóveis como aconteceu em fevereiro do ano passado, quando centenas de pessoas ficaram desabrigadas e foram acolhidas pela Secretaria de Estado da Assistência Social.
Para especialistas em Meteorologia, as ameaças, próprias do rigoroso inverno amazônico, poderiam ser amenizadas com ações preventivas e projetos voltados para comunidades mais vulneráveis.
"As inundações podem ocorrer devido a fatores naturais ou ações humanas, incluindo a ausência de um planejamento urbano adequado, a poluição, a impermeabilização do solo e a falta de conservação ambiental", disse, em nota, a assessoria do INMET (Instituto Nacional de Meteorologia).
A ausência de um planejamento urbano para atendimento dessas populações mais atingidas por alagamentos alimenta críticas virulentas contra a “gestão salão de beleza” de Antônio Furlan, somente preocupado, denunciam eles, em cultivar a aparência, lançando mão de maquiagens sofisticadas para engabelar os botocudos das zonas periféricas de Macapá.