Governador Clécio Luís recebe grupo empresarial que atua na área de produção de óleos provenientes da Amazônia.

Governador Clécio Luís recebe  grupo empresarial que atua na área de produção de óleos provenientes da Amazônia.

Por Redação 

 

O Fortgroup tem a intenção de se estabelecer no Amapá, com foco na produção de óleos provenientes da Amazônia. Essa informação foi compartilhada pelo presidente do grupo, Sandro Nunes, pelo vice-presidente, Gustavo Nunes, e pelo diretor, Felipe Vieira, em uma entrevista exclusiva ao editor do portal Região Norte Notícias, Richard Duarte, durante um encontro realizado na manhã de terça-feira, 25, em Santana, cidade localizada a 21 quilômetros de Macapá.

 

Vieira esclareceu que o Fortgroup é responsável pela industrialização, distribuição e logística de diversos produtos do setor químico. “Estamos preparados para atender a vários segmentos, incluindo cosméticos, produtos de limpeza e muitos outros”, destacou.

 

A escolha pelo Amapá se deve, principalmente, à localização do Porto de Santana, que, segundo o executivo, é fundamental para a exportação de cargas do Brasil para a Europa. Essa visão é compartilhada pelo diretor-presidente do grupo, Sandro Nunes da Silva.

 

Na terça-feira, os três executivos visitaram a Companhia Docas de Santana (CDSA) e ficaram impressionados com a infraestrutura do porto, que consideraram excelente.

 

Entretanto, a questão não se limita apenas a isso. A localização estratégica do Porto de Santana, juntamente com os incentivos fiscais oferecidos pelo governo do Amapá, despertou o interesse do conglomerado, que já possui operações nos estados do Paraná, São Paulo, Bahia, Pernambuco e Pará. “Nossa meta é oferecer soluções inovadoras em matérias-primas para a indústria química, promovendo o sucesso de nossos clientes por meio de uma abordagem centrada nas pessoas e comprometida com a sustentabilidade”, afirmou Sandro Nunes.

 

Além da preocupação com o meio ambiente, Gustavo Nunes enfatiza que um dos principais objetivos da visita ao Amapá é “compreender um pouco da realidade local” do povo amapaense. “Estou impressionado com as inúmeras oportunidades que estamos descobrindo aqui [em Santana/AP]. Nosso grupo é verticalizado, atuando em todas as etapas da logística, distribuição, importação e exportação. Agora, temos a intenção de nos inserir na produção de óleos da Amazônia.”

 

Sobre a implantação de uma das empresas do grupo no Amapá, Vieira é enfático: “Estamos observando algumas nuances interessantes aqui. Uma das empresas do nosso grupo trabalha com produtos de limpeza. Hoje, percebo a falta de uma grande corporação que ofereça um produto essencial de forma mais acessível, permitindo que as pessoas adquiram qualidade a um custo justo e, ao mesmo tempo, gerando empregos e renda. Por que trazer produtos de outros estados a um custo mais alto se podemos produzir aqui por um valor menor?”

 

E Vieira arremata: “Se conseguirmos oferecer preços mais acessíveis e gerar empregos, isso representará um importante legado sustentável. Nosso objetivo é estabelecer um modelo de empresa que integre a cultura e a ancestralidade, aproveitando o potencial da Amazônia. Já realizamos iniciativas no Pará, mas pretendemos oficializar isso de forma mais abrangente, garantindo boas remunerações e utilizando tecnologia de ponta. Enquanto no passado o Brasil se limitava a extrair madeira para exportação, nosso foco é transformar essa riqueza natural em produtos com maior valor agregado. Esse é o legado que almejamos construir, sempre mantendo um forte foco nos mercados de energia.”