Mentira descarada: Prefeito Furlan faz vídeo dizendo que estava defendendo mulheres de agressão, sendo que o vídeo mostra somente homens ao redor do Jornalista Iran Fróes
Por Redação
Ao agredir o cinegrafista Iran Fróes, durante visita às obras do Hospital Municipal da Zona Norte, no bairro Jardim Felicidade, em Macapá, na manhã de domingo, 17 de agosto, o prefeito Antônio Furlan (MDB) se meteu num enrosco de proporções inimagináveis.
Porém, a agressão, que envergonhou as famílias macapaenses, poderia ter sido resolvida numa simples audiência no fórum da cidade. O que ficou mais feio para ele, que perdeu a compostura ao agredir pelas costas um jornalista no exercício de sua função profissional, foi ter assinado uma nota à imprensa eivada de inverdades, todas criadas para comprometer, não somente Fróes, mas, também, o jornalista Heverson Castro, o autor da pergunta que irritou o prefeito bolsonarista.
Nada diferente do mestre dele, o ex-presidente Jair Bolsonaro que, em junho de 2021, agiu de forma destemperada enquanto era entrevistado por uma repórter da Rede Vanguarda, afiliada da Rede Globo na região do Vale do Paraíba, e mandou a profissional "calar a boca" enquanto era questionado sobre a falta do uso de máscara. "Cala a boca! Vocês são uns canalhas! Vocês fazem um jornalismo canalha!".
Antônio Furlan fez o mesmo com a dupla de jornalistas que o acompanhava na visita às obras do hospital municipal. Aliás, foi mais violento porque partiu para a agressão física, aplicando um golpe conhecido por mata-leão enquanto o cinegrafista fazia o seu trabalho.
Segundo especialistas em segurança pública ouvidos pela reportagem do portal REGIÃO NORTE NOTÍCIAS, o prefeito poderia ter provocado graves sequelas em Iran Frós. E explicaram: o mata-leão é um golpe de estrangulamento que, quando aplicado com força exagerada, pode levar à perda de consciência devido à interrupção do fluxo sanguíneo para o cérebro.
"Ele [Furlan] sabia disso, pois é praticante de lutas marciais", comentaram, no decorrer da entrevista ao portal.
Furlan também sabia que havia se metido numa encrenca dos diabos. E que poderia bater com os costados na polícia por agredir, numa possível tentativa de assassinato, um repórter em atividade.
A saída para tentar aliviar a própria barra foi mandar veicular nota enganosa buscando reverter a culpa, transferindo-a de si para os jornalistas, acusando-os de agressão contra integrantes mulheres de sua equipe. Falácia facilmente desmontada por exames a que Iran Fróes e Heverson Castro foram submetidos na Polícia Técnica do Amapá.



