Em Gurupá-PA, lixão e abandono da gestão da Prefeita Iracilda Alho revela descaso com o meio ambiente no estado que vai sediar a Cop 30

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Diáriodegurupa
Os moradores e turistas que chegam em Gurupá se deparam com o vergonhoso lixão que fica no município, diz matéria local do Diário de Gurupá.
Parece que o exemplo do Rio Grande do Sul que revelou ao país a importância de tratar o meio ambiente com respeito não consegue sensibilizar prefeitos e governantes da Amazônia.
Em Gurupá, a atual prefeita Iracilda Alho (MDB), que busca reeleição, ainda não foi capaz de sensibilizar sua gestão e as autoridades municipais sobre a importância de medidas urgentes que possam diminuir impactos ambientais e construir uma cidade sustentável.
"Esse lição é uma das maiores vergonhas ambientais para o nosso município. O que é depositado aqui cria toxinas que podem contaminar os lençóis freáticos e atingir nossos rios", denuncia um dos moradores.
Com o descaso acontecendo nas barbas do Ministério Público do Pará, o caso da lixeira à ceu aberto é típico de cidades desgovernadas por uma classe política que só pensa em usar o poder para tirar proveitos pessoais e enriquecer os amigos do poder e apaniguados, mesmo que pra isso tenham que destruir nossa principal riqueza: A Amazônia e o meio ambiente.
"A atual gestão não organizou a coleta de resíduos sólidos no município que é uma referência de turismo religioso no Pará e na Amazônia", argumenta o senhor Benedito Pereira, morador que tem medo retaliações da atual prefeita que assumiu o poder e já enfrenta inúmeras denúncias de suspeitas de uso indevido do recurso público em poucos meses de gestão. Iracilda Alho era vice-prefeita e assumiu o poder em abril no lugar de Joãozinho Batista (MDB), que trocou o cargo de prefeita por uma secretaria extraordinária do Marajó no Governo do Pará.
Retrocesso ambiental
Em pleno século XXI, onde o estado do Pará vai sediar a COP 30 e com o Brasil enfrentando problemas com mudanças climáticas, os gurupaenses convivem com o descaso do Poder Público Municipal, que não planejou o município para tratamento do lixo doméstico e de resíduos sólidos. Com a palavra o Ministério Público e os órgãos estaduais e federais de Meio Ambiente.
O governo Helder Barballho (MDB), que está empenhado em propagar imagem da Amazônia para o mundo como um lugar onde o meio ambiente é respeitado, não pode deixar que as autoridades municipais de Gurupá cometam esse tipo de atrocidade que pode poluir lençóis freáticos e chegar nos rios.
A 30ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 30) está prevista para novembro de 2025, na capital paraense. Será a primeira vez que a Amazônia, bioma essencial para o combate à mudança do clima, sediará uma COP. Certamente as autoridades estaduais desconhecem o problema do vergonhoso lixão de Gurupá e isso não é motivo de orgulho para o município e nosso estado.
O Ministério Público Federal, o MP Estadual e os órgãos ambientais do Governo do Pará precisam agir rapidamente para impedir que a situação piore em Gurupá. A cidade foi tomada por uma elite que não se preocupa com o bem estar da população das área periféricas, do interior e com o meio ambiente.