Afundada em dívidas e prestes a romper relações políticas, família Favacho passa a ser ignorada por Antônio Furlan

Por Redação
O prefeito de Macapá, Antônio Furlan (MDB), se tornou um trambolho para o clã Favacho. No momento, devido a acordos malfeitos e não honrados, o emedebista é acusado de ser o principal responsável pelo colapso de empresas administradas pela matriarca da família, a ex-deputada estadual Francisca Favacho. A grave situação financeira, segundo afirmam pessoas que foram próximas aos Favacho, é que Furlan não transferiu os recursos para a CCN Construtora Cimentos do Norte, com escritório na Rodovia AP-20, 177, Marabaixo, vencedora de uma concorrência para pavimentar, drenar e construir calçadas em ruas e avenidas de Macapá.
A família, liderada pelo conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Amiraldo Favacho, e por sua mulher, Francisca, pais dos deputados federal e estadual Acácio e Júnior Favacho, vem lidando com dívidas volumosas. Uma delas, junto ao SERASA, passa dos R$ 13 milhões.
Conforme fonte consultada pelo portal, e notas veiculadas nas redes sociais por ex-proeminentes da administração municipal, exonerados pelo prefeito Antônio Furlan no início deste ano, os irmãos Acácio e Júnior estariam disseminando nos círculos mais reservados da sociedade macapaense que o prefeito teria "dado uma rasteira" neles, deixando de pagar uma concreteira (empreiteira de mão de obra contratada pela construtora para preparar e transportar o concreto de uma ou várias obras em andamento.
Há algum tempo, a imprensa nacional veiculou que uma das empresas de Francisca teria obtido um contrato de quase R$ 300 milhões com a Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura Urbana de Macapá (SEMOB), sob a liderança de Cássio Cleidsen Rabelo Cruz, um dos apaniguados mais íntimo do prefeito de Macapá. Cássio Cruz teria confirmado a vitória da Cimentos do Norte em 15 de agosto de 2024. Os pagamentos iniciais foram realizados segundo estabelecido no contrato. Posteriormente, a PMM suspendeu a transferência de recursos sem apresentar qualquer justificativa. Por conta dessa medida, os Favacho estão contabilizando um prejuízo que pode ultrapassar os R$ 60 milhões, e englobaria direitos trabalhistas, como rescisões e FGTS de trabalhadores contratados pela CCN Construtora Cimentos do Norte.
Antônio Furlan tem ignorado os telefonemas de Acácio Favacho, com quem mantinha contatos diários quando o dinheiro jorrava fácil das contas da Prefeitura de Macapá para as contas da Cimentos do Norte. No principal gabinete do Palácio Laurindo Banha, sede da PMM, a ordem é barrar o acesso de qualquer membro do clã Favacho, com ou sem mandato.
Essa decisão polêmica acabou por romper de vez a cumplicidade que existia entre os aliados, não apenas no âmbito político, mas principalmente no financeiro. As acusações mútuas são frequentes, tornando a situação ainda mais tensa e insustentável. O desrespeito e o emocional em frangalhos levaram a um cenário de total desordem e desunião, onde a confiança foi completamente abalada e a possibilidade de reconciliação parece cada vez mais distante.