Com Acácio Favacho no Senado, ele levará esperança solar para os 16 municípios com o projeto Luz Barata.
O Conjunto Habitacional Mucajá é o maior exemplo de uso de painéis de energia solar, com o projeto Luz Baixa, autoria de Acácio Favacho, candidato ao Senado 151
Por Redação
O deputado federal Acácio Favacho (MDB), candidato ao Senado pelo Amapá, anunciou um aporte de R$ 13,7 milhões para expandir o projeto de energia solar "Luz Barata" a todos os 16 municípios do estado a partir de 2027, com o objetivo de mitigar o impacto das tarifas elétricas no orçamento de famílias vulneráveis. A iniciativa teve início com uma fase piloto no Conjunto Habitacional Mucajá, em Macapá, beneficiando quase 600 famílias com uma estimativa de redução de R$ 280 na conta mensal de luz. O programa surge como resposta aos elevados custos de energia na região amazônica e articula inovação tecnológica e responsabilidade social, prevendo desdobramentos na infraestrutura urbana e na geração de renda local.
A escada de aumentos tarifários e os encargos acumulados historicamente na região Norte transformaram a fatura de luz em uma das principais fontes de angústia para moradores de conjuntos habitacionais e áreas de ressaca. Para muitas famílias, o peso do pagamento mensal comprometeu a subsistência básica, gerando quadros recorrentes de inadimplência e cortes no fornecimento. É nesse cenário de vulnerabilidade que o projeto piloto do Mucajá buscou intervir, oferecendo uma alternativa amparada em fontes renováveis. A escolha técnica por painéis solares e microinversores aproveita a alta incidência solar característica do estado, convertendo um recurso natural abundante em alívio econômico direto para quem mais precisa.
“Trata-se de uma iniciativa que une inovação tecnológica e responsabilidade social. Queremos que o sol, que brilha forte em nossa região, seja um aliado para diminuir o custo de vida de quem mais precisa”, afirma Acácio Favacho. O parlamentar detalha que a estratégia foi idealizada para combater o esvaziamento da dignidade cidadã provocado pela incapacidade de honrar compromissos básicos de consumo. A infraestrutura planejada prevê autonomia para os moradores, que recebem acesso a aplicativos de monitoramento em tempo real, além de suporte técnico especializado para a substituição de fiações antigas e de eletrodomésticos ineficientes que elevam o consumo interno.
A expansão anunciada para 2027 integra um pacote de investimentos debatido durante o Fórum das Cidades 2026, cujo propósito é consolidar a capital amapaense como um polo de referência em soluções urbanas sustentáveis. Especialistas em políticas públicas apontam que iniciativas de transição energética descentralizada funcionam como amortecedores sociais importantes, embora ressaltem que a efetividade a longo prazo dependa de manutenção contínua e de políticas complementares de integração de renda. Com a transposição do modelo para o restante do estado, o desafio logístico e operacional aumentará, exigindo articulação entre o poder legislativo federal, administrações municipais e concessionárias locais para garantir que a promessa de alívio financeiro alcance plenamente as comunidades do interior amapaense.

